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02.06.2017 - 11h42
APAE de Butiá terá que reduzir seus serviços prestados
A diretoria da APAE passa por uma grande dificuldade neste momento, pois não consegue renovar seus contratos com as prefeituras devido as dívidas das gestões passadas que chegam a R$ 500 mil. Entenda a situação:
A atual diretoria da APAE que possui como Presidente Telmo Camargo assumiu a entidade com muitas dificuldades em janeiro de 2014, existiam muitas pendencias, inclusive com os profissionais que prestavam serviço na APAE, onde existia um atraso de 3 meses e meio dos salários.
- Aos poucos fomos contornando a situação, trabalhamos quase todo o primeiro ano com extrema dificuldade, e em outubro realizamos o primeiro churrasco Apaeano, que foi um enorme sucesso onde assamos 1.160Kg de carne. A partir deste momento começamos a ter um folego financeiro. Relata Telmo Camargo.
Em 2015 iniciaram o ano com os salários dos colaboradores rigorosamente em dia, e assim se mantiveram durante todo o ano. Em 2016 seguiram o mesmo ritmo, com a contabilidade rigorosamente em dia, previdência social, FGTS, etc.
Já o 2017 iniciou um pouco diferente, pois mesmo estando com as contas relativas a 2014, 2015, e 2016 rigorosamente em dia, herdaram de direções passadas uma dívida muito grande da Previdência Social.
- Quando assumimos em 2014 já existia uma dívida de mais de R$ 500 mil. Como a previdência é ligada a receita federam acabou nos ocasionando uma série de problemas, tivemos que contratar um assessor jurídico especializado nesta área, para entrar na justiça, onde conseguimos amenizar este montante. Só que com a adoção do Marco Regulatório das APAES, que começou a vigorar neste ano, as prefeituras estão impedidas de conveniar com entidades que não estiverem com todas as negativas da receita federal em dia, como é o nosso caso, pois ainda estamos discutindo judicialmente os débitos que herdamos das direções passadas. Por esse motivo a partir deste mês de junho não temos mais convênios com as prefeituras de Butiá e Minas do Leão, e não podemos mais continuar prestando o atendimento que mantivemos até a presente data. Relata com grande preocupação o Presidente da APAE Telmo Camargo.
“A APAE vai ter que se reestruturar para se adaptar diante desta nova dificuldade, talvez com a diminuição de profissionais, e redução da carga horária. Vamos tentar junto com a nossa assessoria jurídica encontrar alguma forma de obter esta certidão negativa da receita federal para poder continuar a parceria com as prefeituras. Enquanto isso muitas crianças que hoje são atendidas através destes convênios é que serão as grandes prejudicadas.” Finaliza Telmo.